A Questão Feminina
O trabalho ou a liderança de uma mulher ainda para
algumas ordens denominacionais é proibido. Há muita polemica e interpretações
equivocadas quanto ao que as escrituras dizem sobre a mulher. Algumas igrejas
chegam até a proibir que as mulheres preguem ou ensinem no púlpito, tudo
tomando como base o texto que diz “as mulheres fiquem caladas na igreja”, sendo
esta atitude o resultado de uma interpretação equivocada das escrituras. É
importante levar em consideração a época em que Paulo estava escrevendo, a
cultura daquela cidade para qual estava escrevendo e também investigar por qual
razão ele estava escrevendo essas coisas. Não podemos concluir que Paulo
simplesmente, por não ter casado, não aprovava o trabalho das mulheres ou as
via de maneira inferior ao homem, são muitos os versículos que mostram a
participação das mulheres no seu trabalho ministerial; “Saudai a Trifena e
Trifosa, as quais trabalharam no Senhor...” e em muitos trechos como este vemos
que as mulheres trabalhavam efetivamente no ministério de Paulo. Todavia, ainda
temos o verso que diz: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo
varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” Se não houver
uma percepção do contexto que Paulo está falando nesse verso, teremos um
interpretação muito infeliz, e assim acontece as vezes, há pessoas entendendo
que todo homem é cabeça de toda mulher, quando o verso se refere apenas a
marido e mulher, dentro do casamento sim, o homem é o cabeça da mulher, apenas
dentro da família, mas no corpo de Cristo, no contexto de igreja, não. Existem
comunidades que só permitem que a mulher ensine na Escola Bíblica, todavia, a
sala da escola bíblica é igreja tanto quanto o púlpito, com essa atitude se
diminui não só a mulher como também a igreja do Senhor, pois a igreja do Senhor
são as pessoas, e não a estrutura física. Talvez a melhor interpretação das
escrituras quanto ao assunto feminino, seja o que alguns homens de Deus estão
aconselhando; que se relaciona a cargos de autoridade que envolve muita
responsabilidade, como por exemplo, a presidência de uma igreja. Mas, quanto ao dom, se a mulher tem o dom de
Deus para pregar e juntar pessoas à Cristo, que exerça seu ministério
livremente. E assim, os equívocos continuam, quanta compreensão errada temos
acerca dos versos de I Coríntios 11: 3 – 16, que aborda sobre o uso do véu nas
mulheres, é preciso que se observe esses versos com cuidado, quando vendo o
contexto em que eles foram inseridos é possível entender que essa parte das
escrituras nos mostram um costume bem singular que havia na cidade de Corinto,
e esse costume ainda estava ligado às mulheres casadas, podemos ver como Paulo
respeita essa cultura dos Coríntios, dizendo-lhes que podem mantê-la se assim a
consciência deles aprova. A grande lição que na verdade aprendemos com esse
texto, é o respeito que devemos ter com cada cultura e costume de diferentes
povos, embora não fizesse parte da cultura de Paulo o uso do véu, ele os
respeitou e os deixou livre pra isso: “Julgai entre vós mesmos...”. Há ainda
alguns que entram em conceitos errados quanto ao vestuário feminino, quando na
realidade o está escrito na Palavra é apenas um parâmetro de orientação para
que a mulher não se amarre perdendo tanto do seu precioso tempo para se colocar
dentro de um padrão de beleza que muitas vezes não é nem agradável pra ela
mesmo ou pra o seu cônjuge, não há regras rígidas para o vestuário feminino.
Assim toda distinção que a Palavra prega relacionado à mulher, se refere ao
casamento, dentro do casamento assim ficam os papéis: para homem – a cabeça, e para
a mulher – submissão. Mas no corpo de Cristo, todos somos filhos de Deus
independentemente do gênero, temos iguais direitos na Lei de Cristo.

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