quinta-feira, 1 de agosto de 2019

Livro A Questão Feminina


A Questão Feminina

O trabalho ou a liderança de uma mulher ainda para algumas ordens denominacionais é proibido. Há muita polemica e interpretações equivocadas quanto ao que as escrituras dizem sobre a mulher. Algumas igrejas chegam até a proibir que as mulheres preguem ou ensinem no púlpito, tudo tomando como base o texto que diz “as mulheres fiquem caladas na igreja”, sendo esta atitude o resultado de uma interpretação equivocada das escrituras. É importante levar em consideração a época em que Paulo estava escrevendo, a cultura daquela cidade para qual estava escrevendo e também investigar por qual razão ele estava escrevendo essas coisas. Não podemos concluir que Paulo simplesmente, por não ter casado, não aprovava o trabalho das mulheres ou as via de maneira inferior ao homem, são muitos os versículos que mostram a participação das mulheres no seu trabalho ministerial; “Saudai a Trifena e Trifosa, as quais trabalharam no Senhor...” e em muitos trechos como este vemos que as mulheres trabalhavam efetivamente no ministério de Paulo. Todavia, ainda temos o verso que diz: “Mas quero que saibais que Cristo é a cabeça de todo varão, e o varão, a cabeça da mulher; e Deus a cabeça de Cristo.” Se não houver uma percepção do contexto que Paulo está falando nesse verso, teremos um interpretação muito infeliz, e assim acontece as vezes, há pessoas entendendo que todo homem é cabeça de toda mulher, quando o verso se refere apenas a marido e mulher, dentro do casamento sim, o homem é o cabeça da mulher, apenas dentro da família, mas no corpo de Cristo, no contexto de igreja, não. Existem comunidades que só permitem que a mulher ensine na Escola Bíblica, todavia, a sala da escola bíblica é igreja tanto quanto o púlpito, com essa atitude se diminui não só a mulher como também a igreja do Senhor, pois a igreja do Senhor são as pessoas, e não a estrutura física. Talvez a melhor interpretação das escrituras quanto ao assunto feminino, seja o que alguns homens de Deus estão aconselhando; que se relaciona a cargos de autoridade que envolve muita responsabilidade, como por exemplo, a presidência de uma igreja.  Mas, quanto ao dom, se a mulher tem o dom de Deus para pregar e juntar pessoas à Cristo, que exerça seu ministério livremente. E assim, os equívocos continuam, quanta compreensão errada temos acerca dos versos de I Coríntios 11: 3 – 16, que aborda sobre o uso do véu nas mulheres, é preciso que se observe esses versos com cuidado, quando vendo o contexto em que eles foram inseridos é possível entender que essa parte das escrituras nos mostram um costume bem singular que havia na cidade de Corinto, e esse costume ainda estava ligado às mulheres casadas, podemos ver como Paulo respeita essa cultura dos Coríntios, dizendo-lhes que podem mantê-la se assim a consciência deles aprova. A grande lição que na verdade aprendemos com esse texto, é o respeito que devemos ter com cada cultura e costume de diferentes povos, embora não fizesse parte da cultura de Paulo o uso do véu, ele os respeitou e os deixou livre pra isso: “Julgai entre vós mesmos...”. Há ainda alguns que entram em conceitos errados quanto ao vestuário feminino, quando na realidade o está escrito na Palavra é apenas um parâmetro de orientação para que a mulher não se amarre perdendo tanto do seu precioso tempo para se colocar dentro de um padrão de beleza que muitas vezes não é nem agradável pra ela mesmo ou pra o seu cônjuge, não há regras rígidas para o vestuário feminino. Assim toda distinção que a Palavra prega relacionado à mulher, se refere ao casamento, dentro do casamento assim ficam os papéis: para homem – a cabeça, e para a mulher – submissão. Mas no corpo de Cristo, todos somos filhos de Deus independentemente do gênero, temos iguais direitos na Lei de Cristo.

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