terça-feira, 25 de outubro de 2016

Resumo, livro:
E. HAGIN, KENTH. Uma Nova Unção, 1ª ed. São Paulo: Graça Editorial, 2000.


Na bíblia, sempre se fala sobre a unção do Senhor nas pessoas; no velho testamento ela foi simbolizada por um óleo perfumado a base de azeite de oliva, chamado de óleo da unção, e era utilizado para consagração/separação de objetos e pessoas para o serviço do Senhor. Por ser uma representação do Espírito Santo, depois de ungidos, ele descia sobre aqueles que fossem executar os cargos de sacerdote, rei e profeta, capacitando-os a exercerem o seu ofício. Hoje vivemos sob outra dispensação e diferentemente do velho testamento, a unção do Espírito Santo agora habita dentro de cada um que nasceu de novo, e também estará sobre ele capacitando-o para realizar a obra que foi chamado, ou seja, o crente hoje tem um trabalho duplo do Espírito Santo em sua vida, que o capacita e o autoriza a cumprir a grande comissão de Cristo com todo o poder para ser uma testemunha e um intrépido pregador do evangelho. O cristão passa pelas mesmas experiências de Jesus, que são o nascimento espiritual e o revestimento de poder, o grande diferencial de Cristo foi a medida de unção que Ele recebeu, a Bíblia afirma que Ele teve o Espírito sem medida, e por isso operou nos cinco dons ministeriais, ou seja, Ele foi Apóstolo, Profeta, Evangelista, Pastor e Mestre; e atualmente continua a chamar e a ungir pessoas para ocuparem alguns desses cargos na igreja, e, independentemente dos cinco dons, o primeiro chamado que cada cristão tem, é o de ocupar as posições de rei, que é ter o poder de viver em santidade, e sacerdote da nova aliança que tem a função de interceder por outros e oferecer louvores a Deus continuamente, pois agora temos livre acesso ao trono pelo sacrifício de Jesus. Há também um outro aspecto da unção, que é a unção nova, como se fossemos reservatórios de água, não podemos ficar vazios, uma vez que isso é possível; por isso temos o desafio de cumprir o dever de estar sempre cheio - completo por inteiro - da unção de Deus, isso só acontecerá quando os planos de Deus forem priorizados na vida particular. Receber sempre uma nova unção, é o meio de sempre estar cheio da unção, e para isso é necessário estar cheio da Palavra de forma rica e sábia, isto é, conhecer bem as escrituras para saber aplicá-las em cada circunstância e necessidade da vida. É bom compreender que a primeira vez que se recebe o Espírito Santo, essa não deve se tornar uma experiência única, mas sim inicial, atual e constante; ou seja, estar sempre embriagado do Espírito Santo, só assim, é possível se alegrar independentemente das circunstâncias e ver tudo ao redor se transformar, porque a unção transforma as coisas. O nascido de novo cheio da unção nova tem características evidentes em sua vida: A primeira é que ele fala sobrenaturalmente, ele sempre está inspirado para salmodiar para cantar um hino, não uma música conhecida, mais a canção que brota do coração, e apesar das aflições que possa passar, a inspiração para louvar e salmodiar sempre estará lá borbulhando no seu coração, falar sobrenaturalmente inclui também o falar em línguas, são essas coisas que o tiram do âmbito natural e o tornam um ser sobrenatural capaz de manter sempre o fervor, isso não é fácil quando se encontra dificuldades, andar pela fé, as vezes é nadar contra a maré, mais em cada uma dessas situações se tem a oportunidade de ser fortalecido. A segunda característica de um cristão cheio da unção é a gratidão, ele dá “graças a Deus por tudo”, esta deve ser tão evidente quanto um hábito ou estilo de vida. E, a terceira característica é a submissão, para o fervoroso de espirito é fácil se sujeitar ao outro no temor de Senhor, ele cede as suas vontades, o seu ponto de vista e a sua opinião em prol do outro, como também não é exigente, mas mantém um coração manso e humilde.  O ser submisso aborta de sua vida o domínio e controle, ou seja, ele não é aquela pessoa que sempre quer dar a última palavra em todos os assuntos ou decisões, não é rude com o erro do próximo, antes suporta com educação, não se acha autossuficiente e conhecedor de tudo, antes mantém sempre a mente e o coração abertos as pessoas em um espirito disciplinável e maleável à correção. O fervor espiritual, garante a saúde espiritual do crente, esta, por sua vez, é tão notória quanto a saúde física; ser cheio do espirito é reconhecível, portanto é importante não permitir rancor ou falta de perdão terem espaço no coração, pois isso afeta brutalmente a nossa espiritualidade. Com uma boa performance espiritual o cristão consegue ser intrépido, ousado e provar do sobrenatural de Deus, como aconteceu com os discípulos em atos, que, por estarem cheios, eles anunciavam a Palavra com ousadia, intrepidez e viam sinais e prodígios entre eles, embora existam aqueles que não acreditam no sobrenatural, cada um se observe, e zele por sua vida para ser um reservatório cheio da unção nova. A sabedoria deve acompanhar uma pessoa fervorosa, na hora de fazer escolhas, por exemplo, é preciso ser sábio. Se Falamos num contexto de igreja, o correto a fazer na hora de chamar pessoas para ajudarem na obra é averiguar três aspectos na vida delas: Ver se a pessoa é cheia do Espírito, cheia da Palavra e de boa reputação, essas características devem ser evidentes na pessoa. Em um outro contexto, o pastor ou um ministro, não pode deixar que as atividades naturais, como finanças ou a construção e reforma da igreja lhe roubem o seu tempo de dedicação da Palavra e lhe façam perder a unção. Em toda e em qualquer situação, atuando em um dos cinco dons ministeriais ou não, tem-se que dedicar a vida no temor do Senhor e em santidade, com sabedoria para se encher da Palavra e manter-se sempre cheio de uma unção nova, essa é a vontade de Deus para cada um que faz parte da sua igreja, que ela esteja sempre fervorosa e cheia do Espirito Santo.

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