sábado, 27 de maio de 2017

Epístola de Tiago

Resenha

1. O que é a Epístola de Tiago?
A Epístola de Tiago é uma das cartas do Novo Testamento, assim conhecidas porque foram escritas como cartas circulares, isto é, para serem lidas em várias igrejas, ao contrário das "Epístolas de Paulo" que eram endereçadas a igrejas específicas ou a determinados indivíduos.(fonte: Wikipédia)
2. Onde e quando foi escrita?
O livro de Tiago é provavelmente o mais antigo livro do Novo Testamento, escrito talvez em 45 d.C., antes do primeiro concílio de Jerusalém em 50 d.C. Tiago foi martirizado em aproximadamente 62 d.C., segundo o historiador Flávio Josefo. (fonte: Wikipédia)
3. Quem escreveu e para quem escreveu?
 Nós nos posicionamos com aqueles crentes batistas (por exemplo, http://www.thebiblestudypage.com/acts_12.shtml) que acreditam que o autor da epístola foi o apóstolo Tiago filho de Zebedeu e irmão do apóstolo João (acreditamos assim porque esse Tiago, mais Pedro, mais João, foram os 3 apóstolos do círculo mais íntimo e chegado ao Senhor, o Qual os distinguiu em várias ocasiões, e os tomou como únicos testemunhas em pontos cruciais de Seu ministério. Uma vez que Pedro e João escreveram livros do N.T., nada mais natural que esse Tiago também o tenha feito. Note também que Pedro e João se apresentam como "servo do Senhor Jesus", tal como o autor da epístola de Tiago). 
Ele escreveu às doze tribos da dispersão, acredito portanto, que ele tenha escrito para o judeus convertidos.(fonte: http://solascriptura-tt.org)
4. Qual a ideia principal de toda a Epístola?
É possível perceber uma ênfase sobre perseverança/paciência, apesar de discorrer sobre diversos assuntos, Tiago sempre frisa sobre instância e constância dentro de cada um deles. Quantas vezes ele citou essas palavras em sua carta? Vejamos:
Cap. 1
v.3 -  sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada produz PERSEVERANÇA.
v.4 – Ora, a PERSEVERANÇA deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.
v.8 – homem de ânimo dobre, INCONSTANTE em todos os seus caminhos.
v.12 – Bem-aventurado o homem que suporta, com PERSEVERANÇA, a provação; porque depois de ter sido aprovado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor prometeu aos que o amam.
v.17 – Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir VARIAÇÃO ou sombra de MUDANÇA.
v. 24- Mas aquele que considera, atentamente, na lei perfeita, lei da liberdade, e nela PERSEVERA, não sendo ouvinte negligente, mas operoso praticante, esse será bem-aventurado no que realizar.
Cap. 2
Cap. 3
Cap. 4
v.8 – Chegai-vos a Deus, e Ele se chegará a vós outros. Purificai as mãos, pecadores, e vós que sois de ÂNIMO DOBRE, limpai o coração.
Cap. 5
v. 7 – Sede pois PACIENTES, até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador AGUARDA com PACIÊNCIA o precioso fruto da terra, até receber as primeiras e as últimas chuvas.
v. 8 – Sede vós também PACIENTES e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima.
v. 10 – Irmão, tomai por modelo no sofrimento e na PACIÊNCIA os profetas, os quais falaram em nome do senhor.
v.  11 – Eis que temos por felizes os que PERSEVERARAM firmes. Tendes ouvido da PACIÊNCIA de Jó e vistes que fim o Senhor lhe deu; porque o Senhor é cheio de terna misericórdia e compassivo.
v. 17 – Elias era homem semelhante a nós, sujeito aos mesmos sentimentos, e orou com INSTÂNCIA, para que não chovesse sobre a terra, e por três anos e seis meses não choveu.
v. 18 – E orou, DE NOVO, e o céu deu chuva e a terra fez germinar seus frutos.
Podemos contar esse tema sendo abordado 17 vezes na carta, esse é realmente o assunto principal que Tiago deseja abordar
Capítulo 1- Ele inicia a carta nos incentivando à uma vida de perseverança, e nos diz que as tribulações para nós devem ser motivo de alegria. Tiago nos diz que a constância nos caminhos do Senhor produzirá em nós uma estabilidade de vida espiritual:
v. 4 “Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. ”
Esse é o resultado para quem persevera, só que mais a frente vemos que Tiago nos incentiva a continuar perseverantes em outro tipo de tribulação, é possível perceber ainda nesse capítulo dois tipos de tentação: a primeira citada nos versos 2,3,4,5,6,7 e 8. Até aqui ele dá a entender que essa provação é aquela provocada pelo mal, que não vem de nossa cobiça, são aquelas necessidades que o cristão pode passar e pensar assim ‘poxa parece que Deus não está me vendo’, esse é um tipo de tentação atribulada que nos faz padecer necessidades as vezes, pois parece que todas as coisas ao nosso redor cogitam contra nós, mais graças a Deus porque o verso que diz isso é o mesmo verso que diz ‘passardes’, essas provas são passageiras, e servirão para ‘confirmar a nossa fé’, nesse tipo de tentação o conselho de Tiago a nós é de nos alegrarmos porque essas provas nos darão um resultado maravilhoso.
Mais seguindo a frente no mesmo capítulo, no verso 12 ele apresenta um outro tipo de tribulação, e nesse aqui ele diz para suportar, não menciona mais o fato de se alegrar, e do verso 13 ao 15, ele frisa bem o fato de que essas serem tentações vem da nossa própria cobiça, ou seja, dos nossos desejos carnais, o resultado para quem vence essas tentações é a coroa da vida, e a partir daí vemos o escritor regulando as teorias acerca de Deus, do homem e da religião, esses ajustes são feitos com o fim de incentivar o leitor na sua perseverança na caminhada com Deus. O primeiro ajuste é acerca do bem, Tiago deixa claro que Deus é bom, Que Deus não tenta ninguém e que Deus não muda. O segundo ajuste é acerca do homem, e é aí que se dá o desenrolar dos 5 capítulos da carta, só no capítulo 1 ele deixa claro que a dúvida parte de nós, a cobiça, a impureza, a maldade, a negligência e a pressa no falar. E o terceiro ajuste é sobre a religião, ser um religioso realmente puro é ajudar o necessitado e não se contaminar com o mundo.
Capítulo 2 – Depois de nos esclarecer acerca da nossa ‘maldade’, o escritor começa a frisar alguns pontos bem incitantes aqui, que são a fé, acepção de pessoas, e as boas obras. Ao nosso olhar natural, tudo parece está separado um do outro, mais se nos aprofundarmos no que Tiago deseja expressar, perceberemos que esses pontos estão realmente interligados e precisam ser bem interpretados. Ele inicia falando da fé e termina o capítulo falando da fé, o que nos deixa claro sobre o ‘fruto de justiça’ citado no cap. 1:20, e isso nos revela a nossa justificação pela fé, e como um jardineiro tira folhas secas das árvores, o autor dessa carta, começa a nos esclarecer sobre a fé genuína; primeiro erro que esses irmãos estavam cometendo: A acepção de pessoas, é possível sim escolher apenas pela aparência as pessoas que desejamos honrar, o rico as vezes, por ter posses pode aparentar para nós que essas foram conquistas de fé, mais Tiago nos mostra que Deus está de olho nas pessoas que são ‘ricas em fé’, e como saber isso se não é mostrado pela aparência? Pela pratica da Palavra, pelas obras da fé, ou seja, Tiago nos revela uma fé ousada que se completa pelas ações, se não interpretamos bem, pensamos que devemos viver praticando boas obras para se alcançar a salvação, mais a ideia de Tiago é justamente o contrário, o que ele queria dizer era: Se eu sou salvo eu manifesto pelas minhas obras a minha fé.
Acredito que deviam haver reclamações entre os irmãos, na época acerca da ajuda mútua, uma vez que vimos em atos que eles tinham tudo em comum, é possível reconhecer por essa carta, que isso não estava mais acontecendo, cada um que se ‘cuidasse de si mesmo’, e por isso Tiago frisa aspectos tão fortes entre o rico e o pobre e as boas obras que o rico deve ter para com o pobre. Mesmo assim o autor finaliza o capítulo 2 enfatizando as obras, agora de um ângulo diferenciado, ele mostra os exemplos de Abraão e Raabe, e revela aqui ações de fé que eles tiveram, esse ponto nos leva de volta ao assunto principal da carta sobre perseverança, e aqui acredito que o Espírito do Senhor quer nos revelar justamente as ações de um cristão que deseja preservar firme a sua fé.
Capítulo 3- Nessa altura de sua carta, Tiago trata de um assunto delicado que é o nosso falar, e a partir daí ele enfatiza bem sobre a nossa língua e de como devemos controla-la, ao apontar a língua, o autor na verdade procura nos despertar para as coisas que falamos, e que não adianta nos portarmos como sabedores de tudo quando a perfeição de uma pessoa sábia está em controlar o que fala, e nesse ponto, tão pequeno assim como a língua é pequena, perdemos o controle de nossa vida por inteiro. E ele finaliza o capítulo nos dando os sinais que devem acompanhar uma pessoa sábia:
“Quem dentre vós é sábio e inteligente? Mostre em mansidão de sabedoria, mediante condigno proceder, as suas obras...a sabedoria lá do alto é, primeiramente, pura; depois pacífica, indulgente (amável), tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento.”
É interessante perceber que o fato de controlar a língua, nos dará um fruto perceptível nas nossas obras, pois antes de dar esse conceito sobre sabedoria, a ênfase foi justamente colocada no controle de nossa língua.
Capítulo 4- O que se pode ver aqui claramente são as características de uma pessoa que não está perseverando na sua fé, Tiago deixa claro como eles estão se comportando fora do padrão cristão ao dar lugar a carne. E nesse capítulo podemos ver que a comunhão com Deus está totalmente estragada por causa da carnalidade e arrogância deles, a ponto de fazerem planos sem saber qual a vontade de Deus, como vemos que o tema da carta é perseverança, observamos que esses cristão que não mantivera a sua fé perseverante, são chamados de infiéis, amigos do mundo e pecadores, tudo isso por causa do ânimo dobre.
Capítulo 5- Ele finaliza bem a sua carta frisando sobre a perseverança e a paciência que todo cristão deve apresentar, e ele nos dá uma receita para alcançarmos essa felicidade:
“...não jureis...seja o vosso sim sim, e o vosso não não,...Está alguém sofrendo? Faça oração. Está alguém alegre? Cante louvores. Está alguém estre vós doente?...façam oração sobre ele... Confessai os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros...
É interessante ver como a palavra oração está em evidência nesses versos, e ele nos dá como exemplo Elias, quando ele nos diz que este era semelhante a nós, nos mostra justamente que todos sofremos as mesmas coisas, as mesmas tentações e tribulações, mais a nós, Tiago apresenta a atitude que Elias teve; “Ele orou”; e depois “orou, de novo”. O cristão não será perseverante e paciente sem uma vida de oração, essa é a lição que Tiago finaliza a sua carta.
Juliana Cunha Marques

Prosperidade Bíblica

Resumo É vontade de Deus que sejamos prósperos e abençoados, ou seja, ele quer nos ver bem no nosso espírito, alma, corpo, nos relac...