Resumo do
livro:
RESENDE, ELLE
BEETHOVEN DOS SANTOS. “Desvendando a História da Igreja: Primeiros Cinco Séculos.
” João Pessoa: Gráfica JB, 2014.
Para a igreja
se estabelecer na terra, foi preciso uma preparação, esse período foi nomeado
por Paulo de “a plenitude dos tempos”
(Gálatas 4:4-5), quando podemos ver na própria história um cenário totalmente
preparado por uma cultura social, política, intelectual e espiritual derivada
da influência dos povos romano, grego e judeu, concedendo assim, um ambiente
perfeito para a vinda de Cristo e o estabelecimento da igreja. Depois de Jesus
ascender aos céus, o registro que temos que marca o início da igreja, é no
livro de Atos dos Apóstolos, quando todos foram cheios do Espírito Santo no dia
de Pentecostes (Atos 2:1-2), uma festa judaica. Podemos ver que a igreja começa
em Jerusalém, entre os judeus, estes estavam se convertendo a Jesus,
aceitando-o como o messias, o seu crescimento foi muito rápido, porém, eles não
se expandiram a outros povos, mas permaneceram em Jerusalém, e só saíram de lá
forçados por severas circunstâncias provocadas pelo general romano Tito que cercou
toda Jerusalém, esta agora, deixa de ser a cidade central do cristianismo. Paralelo
a esse período, Paulo já havia iniciado o seu ministério de pregar aos gentios,
podemos ver uma grande igreja em Antioquia nascendo e se tornando um refúgio
para os judeus cristão que fugiam de Jerusalém, crescia assim a igreja do
Senhor. A igreja despertava muita curiosidade nas pessoas sobre sua liturgia e
seu estilo de vida, como também grandes perseguições. Assim que se iniciou, os
apóstolos em Jerusalém foram perseguidos pelos próprios judeus, por esses não
reconhecerem Jesus como o Messias, com o passar dos anos, a perseguição começa
a ser do estado romano, agora já não eram mais os rabinos que os perseguiam, e
sim imperadores romanos. Em todas as perseguições, os registros mostram
torturas, açoites e mortes acometidos contra eles. O alvo a ser pego eram
sempre os líderes, todos os doze apóstolos de Jesus Cristo foram martirizados,
e também outros líderes que depois deles continuaram a espalhar o evangelho,
podemos citar Matias, Tiago, Estevão, judas, Barnabé, Marcos, Lucas e Paulo,
todos mortos sob tortura. É importante destacar que as perseguições não se resumiram aos açoites e mortes, a
doutrina também começa a ser atacada por seitas heréticas que se levantavam a
fim de deturpar o cristianismo , dentre elas podemos destacar o gnosticismo,
montanismo, docetismo e o marcionismo. Contra elas, a fim de manter sã a
doutrina cristã, se levantam os apologistas, estes “procuravam defender por meio da oratória e/ou escrita as acusações que
os cristão recebiam”(p.113), o cenário de falsas acusações e hereseias
incentiva os líderes/os pais da igreja a estabelecerem o cânon do novo
testamento e o credo. Foram os pais da igreja que construíram e moldaram o
pensamento doutrinário do cristianismo e ao mesmo tempo defenderam a fé cristã,
dentre eles podemos citar Irineu de Lyon, Clemente de Alexandria e Orígenes.
Assim a igreja perseverou em sua fé, até a chegada do século IV, quando Constantino
– imperador – decreta o cristianismo como religião oficial do império romano,
as perseguições chegam ao fim, e um novo cenário se forma em Roma com a
influência do cristianismo, por exemplo, o abandono de crianças e jogos de
gladiadores foram abolidos nesse período. Agora com o apoio do império, a
igreja tem total liberdade para construir grandes templos e fazer grandes
concílios ecumênicos como o de Nicéia em 325d.C. e o de Éfeso em 431d.C.,
aparecem nesse mesmo período grandes homens que deixam marcado na história obras de grande valor,
são alguns deles; Eusébio de Cesareia, Ambrosio de Milão, João Crisóstomo
dentre outros. É importante frisar também que mesmo com toda liberdade de
culto, a igreja começa a perder o seu fervor, e os seus cultos começam a ser
frios e cheios de discursos vazios. Com o passar do tempo, surgem os monges,
estes por sua vez protestavam o cristianismo frio e cheio de vaidades que agora
existia, e se isolavam em busca de uma espiritualidade fervorosa e pura, temos
alguns monges a ser citados, são eles: Antônio - o Anacoreta, pacômio – o cenobita,
São Benedito de Nursia, Basílio de Cesareia. Há ainda muito mais a ser visto,
mais como nos diz o autor desta obra “convido
você, ignoto leitor, a mergulhar nesta tão maravilhosa reflexão...”(p.182), só nos resta agora esperar a sua
próxima obra como foi prometido com estas palavras: “No próximo volume será descortinado um novo tempo para a humanidade e
com isso a igreja Cristã terá um grande desafio. Abraçar mais fortemente o
legalismo ou retornar a essência vital do cristianismo.”
